
Já passaram mais de seis meses desde a inauguração das vergonhosas obras de requalificação urbana de Minde e os trabalhos de reparação das mesmas ainda não pararam. Primeiro foi a reparação pontual de algumas deficiências, depois foi a alteração do trânsito nalgumas ruas e a construção da espécie de rotunda na Av. J. A. de Carvalho. Seguiu-se a repintura dos candeeiros enferrujados, e agora chegou a vez do pavimento da Rua Dr. Totta. Pelo meio ficou o “tira e torna a colocar” de prumos na Praça Alberto Guedes.
Será que os responsáveis sabem o que é que querem e têm alguma noção do que é necessário em Minde?
Governa-se ao sabor do vento.
Como é possível que ao fim de seis meses o mobiliário urbano esteja todo enferrujado e a necessitar de pintura ? Onde é que estava a fiscalização e o controle de qualidade quando as obras foram feitas?
O que interessava é que as obras fossem inauguradas antes das eleições, e o resto é conversa.
Isto só revela que os responsáveis pela autarquia e pelas obras do concelho não têm o mínimo de competência para desempenhar os cargos que ocupam. Para mim, nem como serventes tinham trabalho.
Uma obra que custou quase 400 mil notas das antigas merecia uma maior atenção e melhor planeamento. Mas como o dinheiro não era deles estiveram-se borrifando para Minde e para as obras. Os contribuintes que “comam e calem”.
Um Concelho, tão pequeno, que tem um presidente, quatro vereadores a tempo inteiro, adjuntos e um monte de secretários, teria forçosamente de ser melhor gerido. Mas os n/ autarcas já deram provas que não estão no poder para governar em prol do desenvolvimento do Concelho, mas sim porque os ordenados são altos e os cargos têm vantagens.
As preocupações deste executivo são escolher carros novos topo de gama para “botar figura e andar bem montados”, e em arranjar bilhetes para ir à Alemanha ver os jogos do Mundial. (De certeza que estavam todos às 9 horas de 2ª Feira no local de trabalho).
E o Zé Povinho é que paga.
Os n/ autarcas,
com ordenados principescos, apenas se preocuparam em ganhar as eleições e agora é viver “á sombra da bananeira” e esperar mais três anos para voltar a fazer alguma coisa.
Esquecem-se que são simples funcionários públicos e consequentemente trabalhadores ao serviço das populações e dos contribuintes.
Já viram alguma obra ou projecto deste executivo, com “pés e cabeça”, para que o Concelho de Alcanena saia deste marasmo em que se encontra? Eu não. (se calhar ando distraído).
Mas nós, cidadãos, também temos grandes culpas no cartório.
“Comemos e calamos” e quando eles vêm a Minde ainda andamos a bajulá-los para ver dão alguma esmolinha para as nossas colectividades. Somos uns pobres de espírito, adeptos do deixa andar e do salve-se quem puder. Só quando os casos ou o “azar nos bate à porta” é que nos começamos a preocupar com os assuntos.
Somos uma “geração rasca” que se conforma e limita a dizer que a culpa é da crise e que esta está por todo lado. Mas as crises também se combatem.
E os dirigentes da oposição? Onde é que eles estão ? Só são políticos nas horas de eleições para conseguirem também um lugar no “poleiro”? Não têm obrigação de alertar o povo e governantes para o que está mal ou bem feito? Também não os tenho visto.
Em Minde, parece que a oposição é só feita pelo Portal Minderico e meia dúzia de carolas, como eu, que não têm receio de dizer o que pensam.
Ando indignado, e casos como o que aconteceu ao Zé Achega ainda me revoltam mais. Só foi possível porque o
centro de Minde está deserto, e para isto muito contribui a remodelação que fizeram à circulação automóvel, assim como o imobilismo e falta de desenvolvimento do concelho. E, quer queiramos, quer não, isto tem responsáveis. Os comerciantes do centro de Minde que o digam.
Qualquer dia existem mais estabelecimentos para alugar do que ocupados. Antigamente isto era impensável.
Aos autarcas, deixo um conselho :Parem, olhem, escutem e pensem (se é que sabem fazer alguma destas coisas), e aproveitem as obras na Rua Dr. Totta para devolver a vida ao centro de Minde.
A Rua Dr. Totta não precisa de estacionamento privado para meia dúzia de residentes (contra mim falo) mas do
trânsito nos dois sentidos (antigamente também lá se estacionava, mas sem carácter fixo e de garagem privada).
A Praça Alberto Guedes precisa de um corredor de passagem, e os prumos, que os levem para Alcanena. Não precisamos desses empecilhos para nada.
Devolvam a vida a Minde.