24 julho 2006

Lisboa Mágica

Para os adeptos da arte da ilusão, Lisboa vai ser cenário do primeiro Festival Mundial de Magia de Rua, entre 25 e 30 de Julho, com um programa de que constam 174 actuações, a cargo de duas dezenas de artistas e companhias de nove países.
O certame - Lisboa Mágica/Street Magic World Festival de seu nome completo - é uma organização da Câmara de Lisboa e tem direcção artística do mágico português Luís de Matos.
Durante seis dias, os cerca de 180 espectáculos agendados poderão ser vistos, a partir do meio-dia nos dias úteis e a partir das 10h00 sábado (dia 29) e domingo (dia 30), em espaços como o Rossio, os largos de Camões, do Chiado, 1º de Dezembro e de São Domingos, as ruas Augustas e Garrett e as praças da Figueira e do Teatro São Carlos.
Entre os artistas e grupos, vindos de países como Argentina, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Suécia e Venezuela, figuram Donald Lhen, Flikto, os Hover Brothers, Jan e Guus, Dr.Chango, JJ, Luis Arza, Mad Martin, Mark Mitton, Peter Wardell, Rafael Benatar e Ray Francas.
PS : Já agora, espreite o vídeo Humor na coluna lateral.

22 julho 2006

25ª Concentração Motars de Faro

A organização da 25.ª Concentração Internacional de Motos, no Algarve, é um dos maiores acontecimentos do género a nível europeu. Este ano são esperados, junto ao aeroporto de Faro, cerca de 30 mil visitantes. De 20 a 23 de Julho.
Pelo preço de 40 euros, o participante tem direito a refeições e a assistir a todos os espectáculos durante quatro dias. Do programa, no palco principal, no dia 20 de Julho, a partir das 21h30, Jake & Elwood e uma banda local.
A 21 de Julho, a partir das 21h30, há Transfer, shows-surpresa, Alan Parsons Live Project e Irís.
No sábado (22 de Julho), pelas 14h00, abre a exposição de motos e, pelas 17h00, realiza-se um concurso de tatuagens. No palco principal, a partir das 21h00, actuam os Big Band, Deep Purple e Xutos & Pontapés.
Na Baixa da cidade de Faro (Largo de S. Francisco), integrado no programa desta 25.ª Concentração há espectáculo de fogo-de-artifício, oferecido pela câmara, a partir da meia-noite. Mas antes, às 11h00, no Largo da Pontinha, a GNR também vai entrar no espectáculo, participando num carrossel motorizado.
No domingo (23 de Julho), dia da despedida, é a vez do longo desfile pela baixa da cidade, geralmente muito participado pela população.
Mais informações: http://www.motoclubefaro.pt

Nos outros Blogs do MINDE.EU

Música, muita música, é o que nós temos este fim-de-semana por todo o país.
Para comemorar os 35 Anos, em Vilar de Mouros irão estar 35 bandas pelo preço de 35 euros.
Em Sines e Porto Covo , de 21 a 27 de Julho temos o Festival Músicas do Mundo Sines 2006 com 23 concertos.
Em Oeiras, Mafra e Cascais está a decorrer até ao dia 27 o Cool Jazz Fest 2006 com um excelente programa.
Saiba tudo em www.jazzminde.blogspot.com

Para conhecer tudo sobre o novo serviço dos CTT, que no cumprimento do "Plano Tecnológico", lançaram um inovador serviço de correio, cujo principal objectivo parece ser um passo "largo" para a "extinção" da profissão "carteiro": o princípio do fim do correio tradicional entregue de porta-a-porta, click em www.netcomputers.blogspot.com

21 julho 2006

Divisionismo Minderico


Nota-se no clima, cheira-se, respira-se… Em Minde existe um certo divisionismo de opinião.
Organizam-se referendos, elaboram-se comunicados, discute-se “entre dentes” e o assunto promete fazer correr muita tinta.
Existem os que apoiam o CAORG no projecto de construção da sua sede (e da SMM) no Largo das Eiras, e os que são contra a sua construção naquele local.
Parece que uns são amigos e outros são inimigos.
Mas a questão pode ser posta assim? Eu acho que não.
Nem os amigos são só aqueles que apoiam o CAORG nesta cruzada, nem os inimigos são todos os que se opõem à construção da sede no local supra citado.
Existe aqui um claro deturpar da questão em causa, sendo incorrectas todas as interpretações que vêm a questão por este prisma.

A verdade é que o CAORG tem o direito de se candidatar à ocupação daquele local (o que ainda não o fez publicamente), mas também é verdade que qualquer cidadão pode opinar de modo diferente. Para mim trata-se de uma questão puramente urbanística, e pelo facto de me opor à ocupação daquele espaço por qualquer tipo de construção, nada me faz incluir na “lista dos inimigos” daquela e de outra colectividade. Apenas tenho uma opinião diferente.
Porquê tanta animosidade em redor deste assunto ?

Façamos o seguinte exercício :
Imaginemos que no mesmo local o VFCM queria construir a sua sede, ou que os BVM queriam construir um novo quartel, ou que a CF da Igreja queria construir um centro de acolhimento, ou que a CMA queria construir um pavilhão, ou os escuteiros queriam construir … etc. etc.
Será que grande parte dos que estão contra ou a favor mantinham inalterável o seu principio de voto? Penso que não.
Provavelmente muitos dos que agora se manifestam a favor da construção mudavam o seu voto, e outros que agora estão contra, se estivessem ligados a qualquer projecto, ir-se-iam manifestar a favor. Chama-se a isto um conflito de interesses.
Minde tem alguma coisa a ganhar com este tipo de quezílias internas? Não.
E porquê que elas existem? Porque as entidades envolvidas (CAORG, SMM, CMA) têm embrulhado este assunto num secretismo absurdo, e pensam que tudo pode ser resolvido entre eles e à revelia da população.
Engano absoluto. Trata-se de uma questão estrutural da Vila de Minde e ninguém gosta de se sentir excluído. Quanto maior o silêncio e secretismo, maior animosidade provoca.
Soluções do tipo “toma lá e cala-te” que o assunto já está consumado não se enquadram nos nossos dias.

Quem se deve estar a rir com tudo isto são os “chefões” de Alcanena.
Encontram aqui o pretexto ideal para deixar arrastar o assunto e não resolver nada. Vão-se refugiar no conflito de opiniões, os anos vão passando, gasta-se tempo e dinheiro em projectos e burocracias e, aposto que não vão “mexer uma palha”.
Talvez lá para o fim do mandato dêem um lamiré do que vão fazer, e mesmo isso será de acordo com as correntes dos votos.
Mas o mais grave é que vão aproveitar-se desta “jogada” para manter inalterável a recuperação dos jardins e da Casa Açores.
Ou eu muito me engano, ou daqui a três anos está tudo na mesma. A ver vamos…

Vejamos o exemplo do Pavilhão Gimnodesportivo.
Está lá, é verdade! Mas demorou quase vinte anos a ser construído (e não havia oposição da população). É isto que desejam para a construção das sedes do CAORG e da Banda?

As colectividades não podem viver isoladas da população e só uma solução consensual poderá fazer evoluir este processo. É visível que grande parte dos cidadãos de Minde preferem que o Largo das Eiras seja convertido num espaço amplo e público, pelo que considero absurdo e um erro crasso continuar a insistir numa “teimosia” que não levará a lugar nenhum. Não sou dono da verdade, mas esta é a minha opinião.

Se queremos realizar obra, há que ser transparentes, dialogar, convergir interesses em busca de soluções consensuais, e só assim estamos prontos para pressionar a CMA e, em conjunto, procurar alternativas económicas viáveis. É uma ilusão pensarmos de outro modo. Sempre foi assim que as grandes obras se fizeram e irá continuar a ser.
De “costas voltadas” nada se resolve !

Portugalnet

PORTUGALNET
A Portugalnet, grupo onde se insere o Portal Minderico, comemora 10 anos, e como tal, celebra a data com o lançamento de novos serviços gratuitos. Contactos, Amizades, Sites, Álbuns de Fotos, etc., são alguns desses serviços.
Mais informações : http://www.portugalnet.pt/pnet/

19 julho 2006

Veleiros no Tejo


Para os "fanáticos" do mar e amantes deste tipo de embarcações, é obrigatória uma visita a Lisboa ente os dias 20 e 23 de Julho.
A capital acolhe a Regata dos Grandes Veleiros, e este ano comemora-se 50 anos após a realização da primeira regata.

Lisboa vai receber, em Julho de 2006, um importante evento náutico, uma Regata de Grandes Veleiros (do género do Navio Escola ”SAGRES”) que envolve cerca de 80 navios de várias classes, entre os quais os mais belos veleiros do mundo, e cerca de 3.000 jovens tripulantes de diferentes nacionalidades.

Esta Regata, terá o seu início com a concentração de veleiros em St. Malo – França, de 6 a 9 de Julho, donde sairão para a Primeira Regata com linha de partida em Torbay, ao sul de Inglaterra, e a terminar em Lisboa, repetindo assim a Regata de 1956.
A frota dos veleiros participantes que se prevê comecem a entrar no porto de Lisboa a partir de 17 de Julho, terá nesta cidade um Programa Oficial de 20 a 23 de Julho, o qual terminará, neste último dia, com um Desfile Naval no Tejo (que passa frente à Torre de Belém às 12h).
Os veleiros seguirão em cruzeiro para Cadiz - Espanha, com escala neste porto de 26 a 29 de Julho, e dele para a Corunha - Espanha, também em cruzeiro, com escala de 7 a 10 de Agosto.
Finalmente, em 10 de Agosto, a frota de veleiros sairá da Corunha para a Segunda Regata que terá o seu final em Antuérpia – Bélgica, onde ficarão de 19 a 22 de Agosto, para a celebração final deste grande evento náutico.

Portugal está representado com três embarcações: o "Sagres", o "Creoula" e a caravela "Vera Cruz".
Na coluna lateral o Xarales irá mostrar alguns desses veleiros.
Para mais informações : http://www.tallshipslisboa.net

"Máfia do Apito"

As manifestações dos adeptos italianos continuam. Depois de andarem uma semana e celebrar a vitória na copa do mundo, eis que surge uma nova “bomba”.

A justiça desportiva italiana foi célere no julgamento do escândalo descoberto há cerca de três meses, esqueceu a euforia da nação, e não olhou a nomes nem a títulos : Quatro dos maiores clubes italianos foram severamente punidos.
À Juventus foram retirados os últimos dois títulos nacionais e relegada para a Série B, com a agravante de iniciar o próximo campeonato com 30 pontos negativos. Igual destino teve a Fiorentina e a Lázio que vão iniciar a próxima época também na 2ª divisão, respectivamente com 13 e 7 pontos negativos. Melhor sorte teve o AC Milan de Berlusconi, que perdeu 40 pontos da época passada, mas permanece na Série A, iniciando o campeonato com 15 pontos negativos.
Tem sido uma “guerra civil”.
Os adeptos não aceitam e organizam manifestações, a comunicação social anda em “altas” com o escândalo, os clubes recorreram da sentença e Sábado inicia-se já a análise do recurso.
É uma autêntica revolução no “Cálcio”.
Estão milhões em jogo.
Direitos de publicidade e TV.
Juventus e Milan não disputam a liga dos Campeões Europeus.
Os jogadores de topo não querem acompanhar os clubes na despromoção, e na 2ª divisão as receitas de bilheteira são incomparavelmente inferiores. É um descalabro.
Só a Juventus tem cinco jogadores campeões do mundo pela Itália, e com 30 pontos negativos, dificilmente conseguirá retornar à Série A no próximo ano.
Os contornos da justiça desportiva estão delineados (sujeitos a recurso), agora irá tratar-se da justiça civil. Entre árbitros e dirigentes estão indigitadas cerca de 25 personalidades.
É um caso muito similar ao nosso “Apito Dourado” que envolve tráfico de influências para adulteração dos resultados desportivos.
Só que este caso tem três meses e o “Apito Dourado” já tem barbas e mais de dois anos de investigação.

Portugal e Itália são ambas nações latinas com povos e costumes similares, mas a diferença estrutural é abismal.
Em Itália, nem a euforia do título mundial demoveu a justiça.
Em Portugal, já lá vão 2 anos de gastos astronómicos com despesas de inquéritos e depoimentos e… nada!
Em Itália não houve pejo em atingir cerca de 20 milhões de adeptos e em condenar fosse quem fosse. Nem o AC Milan do ex-primeiro-ministro escapou.
Em Portugal, somos muito mais brandos e, depois de tanto alarido, provavelmente o caso será arquivado ou “arranjado” um bode expiatório menor.
Em Itália, alguns dos jogadores campeões do mundo, incluindo o “capitão” Canavarro, estão sem destino, e foi-lhes retirado o título de campeão nacional.
Em Portugal, que ficamos num honroso 4º lugar, os dirigentes queriam que os prémios dos jogadores fossem livres de IRS atropelando a lei fiscal.
Em Portugal, um simples “Caso Mateus” roda há meses e ninguém sabe o que fazer com o processo de um jogador mal inscrito e que afecta o destino de vários clubes.

Realmente vivemos numa autêntica “República das Bananas”.
Se calhar é por causa destas e doutras que os italianos são campeões do mundo pela 4ª vez, e nós… lá conseguimos ir às meias-finais.
Se calhar é por causa destas e doutras que continuamos na cauda do “comboio europeu” de onde dificilmente sairemos nos próximos anos.
Assim a Europa fica mais longe.

17 julho 2006

CowParade - A Invasão das Vacas.

As vacas estão por todo o lado.
Nas praças, no metro, nos centros comerciais, nas ruas, etc.
É a invasão das vacas.
Quem vive ou visitou recentemente Lisboa, certamente já viu e, até tirou uma foto com o telemóvel junto destes simpáticos "bichos".
É a exposição internacional CowParade Lisboa 2006 que decorre até ao final de Agosto, que reúne 100 esculturas de vacas em tamanho real, que foram pintadas e decoradas por artistas nacionais.
É uma interessante e "colorida" exposição que se tem vindo a realizar mas maiores cidades mundias, como New York, Buenos Aires, Atenas, Paris, México, etc. Tem sido um grande sucesso.
Em Lisboa a exposição está "espalhada" pela cidade, existe até um "hospital" para recuperar as acidentadas, podendo encontrar vacas com nomes para todos os gostos, como : Cowpyright, Lisboeta, Cândida Charneca, ou até a Gloriosa (do SLB).
É uma mega produção com muitos patrocinadores e actividade de merchandising, sendo que no final você pode aquirir uma destas peças para o seu jardim, porque em Setembro serão leiloadas em benefício de entidades de assistência social.
Para saber tudo sobre este invento : http://cowparadelisboa.sapo.pt
Para os não forem a Lisboa,
iremos trazer até ao Xarales toda as "Cow Lisboa 2006".

16 julho 2006

Parque Natural Serra de Aire e Candeeiros



O Parque
Por vezes dou por mim a dizer e a escrever orgulhosamente que Minde está inserido num Parque Natural.
Depois fico a pensar : - Que parque é este que, para além do nome, na prática apenas está marcado nos mapas e tem um gabinete sede em Rio Maior, onde provavelmente estão instalados uns directores gerais a viver do orçamento e sem fazer népia.

No painel do “Pólo de Recepção” que foi construído em Minde há anos, e que continua desactivado, podemos informar-nos que :
- O PNSAC foi criado pelo D.L. 118/79 em 4 de Maio de 1979.
- Tem uma área de 39.900ha, com uma população em 91 de 32.400 habitantes que se distribui por 7 concelhos : Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas.
Podemos ainda ficar esclarecidos que o PNSAC é o mais importante repositório de formações calcárias em Portugal, com imensas grutas, algares e uma grande rede hidrográfica subterrânea. Integra o maior trilho do mundo, com 147m, de Pegadas dos Dinossáurios com 175 milhões de anos. E… mais não sei.
Mas com quase 30 anos de existência sei que o Parque Natural Serra de Aire e Candeeiros deveria ser muito mais do que aquilo é. Para além de umas tabuletas ”ranhosas” e uns parques de merendas, o que é que nós cidadãos (e turistas) vemos do PNSAC ?

Os Parques foram criados para serem estruturas que devem potenciar os seus recursos naturais em paralelo com o desenvolvimento integrado dos seus povoados. Criar e desenvolver rotas e circuitos, recuperar o artesanato, defender o património histórico e ambiental, promover o turismo, etc. etc.
Nós vemos isso? Nem um simples folheto.
Nem tampouco uma página na Internet. Nada.
Só em Portugal chamamos a isto Parque Natural, que para além das “Pegadas do Galinha”, pouco mais exibe. Um Parque que envolve sete concelhos devia ser muito mais… Mais !

Basta viajar um pouco pela Europa e visitar um ou dois Parques Ambientais, para se perceber que isto de Parque só tem o nome e o registo em alguns mapas.
Em França existem Parques espectaculares com imensas actividades para atrair turismo, e se visitar-mos Plitvicka-Jezera na Croácia veremos que não merecemos ostentar o título de Parque. Vejam a diferença:
http://www.np-plitvice.com



Dá que pensar... Nestes moldes nacionais, ponho até em causa a continuidade de gabinetes desta natureza, que devem ter custos generosos e pouco visíveis e compensatórios no território.

Ainda ontem o “Região de Leiria” noticiava:
«O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) não dispõe de equipas sazonais de vigilância e primeira intervenção aos fogos florestais. Isto apesar de o ano passado ter sido, depois do Parque Natural da Serra da Estrela, a área protegida onde arderam mais hectares. Vinte e quatro incêndios em 2005…. Ainda o ano passado, arderam no PNSAC 2.030,67 hectares na sequência dos fogos rurais. »

Pelo meio de tudo isto, o Parque vai esbanjando recursos a fazer obras (pois estas é que dão dinheiro e comissões) como o Posto de Minde que nunca funcionou, e até tem uma concepção arquitectónica simpática.
Afinal para que serve estarmos inseridos num Parque que não funciona? E as Câmaras Municipais não têm aqui qualquer voto na matéria ?

O Posto de Minde
Ao fim de tantos anos inactivo, parece que vai abrir as suas portas, através da iniciativa de cidadãos privados, que desenvolveram esforços junto da CMA e dos responsáveis.
Não tenho a certeza, mas julgo que se pretende conjugar o comércio de artesanato com a manutenção do posto de turismo. Se assim for, bem-haja e o melhor sucesso.
Aliás esta é a solução mais vulgar nos países da Europa, e um método muito utilizado para rentabilizar custos e recursos humanos.

Mas foi preciso alguém ver o abandono das instalações e lembrar-se de fazer algo. Não seria dever da CMA e do PNSAC ter promovido, há anos atrás e através de concurso público, uma proposta desta natureza ?
Claro que sim. São pagos para trabalharem mas estão todos “à sombra da bananeira”. Amanhã estão sujeitos a ouvirem alguma boca foleira do tipo “- E o concurso ?”

Se a curto prazo, não fôr adoptada uma solução idêntica para o Net Center de Minde, vão ver qual o seu destino. Pode ser que me engane, mas “no lo creio”.

Contra-Informação

Não costumo publicar comentários Anónimos.
Mas ao ler este duas ou três vezes, ri-me, hesitei e com ar maroto, apesar de não subcrever o seu conteúdo, decidi que um pouco de "pimenta no assunto" não faria mal nenhum e que também podemos brincar com os assuntos da actualidade.
É um texto, digno do nome, com estrutura literária, cuja radicalidade roça o exagero, o que o torna hilariante e , caso fossem figuras nacionais, era digno de um "clip" no programa de TV, Contra-Informação.
Tal como no programa, espero que ninguém fique ofendido. Penso que também não foi esse o objectivo do "autor do texto".

Anônimo disse...
LARGO DAS EIRAS

«Desconhecia a existência de um comunicado assinado pelos “Homens do CAORG”!
É um comunicado cheio de significado!
De facto, este tema do “género”, está na ordem do dia o que vem provar, à “ saciedade” a justeza do projecto de lei apresentado pelo PS.
O CAORG sempre foi identificado pelas suas “Mulheres”, desde a fundação; os homens sempre vieram em segundo plano.
Estamos perante uma instituição de índole, marcadamente, matriarcal.
Ainda hoje, quando o nome CAORG vem à baila, a primeira figura que vem à nossa memória é a da Drª. Maria Alzira (com alguma justiça, diga-se).
Verifica-se, portanto, que os “Homens do CAORG” sempre foram uma espécie de excrecência no seio da colectividade; eram “uma coisa menor” que para manter uma certa diversidade, convinha ter.
Pois é, isto atura-se muito tempo, mas não se atura o tempo todo!
Que diabo, somos ribatejanos, homens de barba rija, machões e não damos uma para a caixa, terão pensado os ditos cujos.
Vai daí, afastaram todos os complexos, despiram os calções, deixaram crescer a barba, sacaram de todas as hormonas disponíveis, gritaram “aqui d’el rei e resolveram parir um comunicado vincando as suas posições e marcando o seu território (?).
Foi um grito lancinante de quem sabe que não conta nada, não risca nada!
Foi um estertor patético dos meninos de calções a quererem dizer que já usam calças!
Foi um grito de Ipiranga patético!
Mas, “meninos feitos homens”, não tenham ilusões!
As matriarcas vão continuar a mandar e vocês vão continuar a ser os meros executores, os paus para toda a obra, os necessários “porque sim”, mas nunca deixarão de ser os descartáveis que, amanhã, serão substituídos por outros descartáveis.
Vocês são uma espécie de supra numerários ; estão ali porque estão!
Por isso deixem-se estar quietinhos no vosso canto, pelo menos enquanto, na Assembleia da República, não for aprovada a igualdade, ou paridade, de género!
Então sim! Organizem-se em lobi, manifestem-se, venham para a rua reclamar contra a prepotência das “Senhoras”, chamem a Intersindical, entrem em greve de fome, enfim, assumam-se em toda a plenitude do “macho latino”!
Até lá, limitem-se a executar os trabalhos menores, o que não conta, o trabalho braçal e deixem as “Matriarcas” pensar, planear o futuro e decidir o que é importante!
Perante este grito de alma, que foi o vosso comunicado, só vos posso manifestar a minha solidariedade de macho. »

COMENTÁRIO NO POST "O PROFESSOR"
15/7/06 15:20

15 julho 2006

Está de Acordo com o Referendo em Minde ?

SONDAGEM
Durante aproximadamente um mês mantivemos uma sondagem, na coluna lateral, com a seguinte questão :
Está de Acordo com o referendo em Minde ?
Cada participante só podia votar uma vez, e os resultados foram muito esclarecedores: Apenas 8% do eleitores se mostrou contra ou indiferente. De um universo de 41 votantes, 92% mostrou-se favorável à realização do referendo.

Ter ou não ter Namorado!



Excelente texto para ler (e reflectir) no fim-de-semana, de :
Carlos Drummond de Andrade

Ter ou não ter namorado!
«Quem não tem namorado é alguém que tirou férias de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrimas, nuvens, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, namorado mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira; basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim não tem nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria e drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia
sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.Não tem namorado quem faz pactos com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora em que passa o filme, de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, da ânsia enorme de viajar para a Escócia de avião ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não descobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show de Milton Nascimento, bosques, ruas de sonho ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu amado ser paquerado.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com as margaridas ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixoda sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que
faz sentido.
ENLOU-CRESÇA!!!? »

13 julho 2006

O Professor

Igual a tantos outros, de calções e bata branca, num dia 7 de Outubro fui pela primeira vez à escola. Confesso que não morri de amores naquele dia. Tive a nítida sensação de que tinha arranjado mais um inimigo público .
O professor iria ser mais um “polícia” a controlar as minhas traquinices, e juntamente com o sisudo do meu pai e a chata da minha mãe, passavam a ser três as autoridades máximas. Era o que eu menos desejava na altura.
À mistura com umas reguadas, aprendi o ABC e a tabuada. Fui fazer exame da 4ª classe a Alcanena (outros tempos) e passei com distinção.
Muitos outros professores vim a conhecer e… nunca me despertaram paixões. Fui um aluno regular, sem incidentes, mas o espírito anti-professor esteve sempre presente. Se pudesse... tramava-os.
Começamos a usar “calças” e só então surge o entendimenro e a importância daqueles que nos ensinaram e prepararam para a vida. E há professores que nunca esquecemos, principalmente quem nos ensinou as primeiras letras.

O meu professor primário ensinou-me a ler, a compreender , a raciocinar e a dar opinião.
O meu professor é daqueles cujas aulas se estendem por uma vida inteira.
A sua clarividência nas análises do quotidiano da nossa terra, em tom cordial, mas isento, e sem receio de ultrapassar o risco do politicamente correcto, reflectem bem porque é que este Homem é Professor para toda uma vida.
Estou a falar do Prof. Abílio Madeira Martins.



Aproveitando um “tema quente”, ilustro esta introdução com um texto do "meu professor", publicado em Maio de 2006 no Jornal de Minde.

As Eiras
«Quem visitar as cidades e vilas do país com olhos de ver terá com certeza de concluir que muitos dos seus melhores espaços urbanos se devem ao desaparecimento de arruinados quarteirões ou edifícios de pouco ou nenhum valor arquitectónico.
Foi o que aconteceu aqui perto, em Torres Novas com o largo em frente do antigo Banco Ultramarino e em Alcanena com o espaço em frente da Câmara, este no lugar dum demolido quarteirão de que ainda guardo memória.

E mesmo em Minde, se há alguns espaços que hoje podemos usufruir com agrado é porque foram eliminados os prédios que anteriormente os ocupavam: - São eles o chamado Largo do Coreto, conseguido à custa das casas que se podem ver num dos nossos postais mais antigos; a Praça Alberto Guedes, construída no lugar antigamente ocupado pelas casas do Marrão; o Largo da Igreja no lugar do degradado quarteirão de que as pessoas de mais idade muito bem se lembram e o Jardim do Outeiro que tomou o lugar dum velho e arruinado casario.
Para acanhamento já bastaram as ruas e vielas de antigamente.

Hoje as perspectivas são outras como outros são também os estilos de vida. Temos que admitir que actualmente seria muito difícil viver com os constrangimentos urbanos de há sessenta ou setenta anos atrás.
A tendência do nosso tempo é para desafogar e não para comprimir. Viu-se isso na zona de Belém, na antiga Mouraria e no Parque das Nações, em Lisboa. Vê-se isso por toda a parte onde tal for possível e urbanisticamente justificável.

Porque há-de Minde proceder em sentido inverso, agora que se lhe depara a oportunidade de ser dotada dum excelente espaço aberto, à margem do apertado tecido urbano do seu núcleo mais antigo?
O Largo das Eiras já foi em tempos um vasto espaço público, como refere um velho documento, que foi perdendo amplitude em virtude de várias tomadias, recuperadas em parte nos últimos tempos com alguns recuos. Não vamos agora anular o efeito destas últimas cedências ocupando com betão o lugar que tudo aponta para que seja de benefício público, importando para isso dotá-lo com elementos estéticos que criem nele um atractivo ambiente natural propiciador do bem-estar da população. »

Abílio Madeira Martins


Perspectiva em 1919 do sítio onde actualmente se encontra o Coreto