12 maio 2006

Associativismo Minderico

Uma das maiores riquezas de Minde é a quantidade e a qualidade das designadas Colectividades de Minde. Comparados com algumas terras, até de nível superior, nós somos campeões.
Praticamente seguidas, realizaram-se as assembleias gerais do CAORG, do Vitória e do Centro de Bem-Estar. Não estive presente em nenhuma, mas os ecos dizem que não houve grandes alterações a nível de elencos directivos.
Das duas, uma : Ou está tudo a correr às mil maravilhas, e não há necessidade de mudanças. Ou, os que lá estão, tiveram que aguentar porque não havia quem os subtituísse. Geralmente é assim. Bem, ou Mal ? Não sei .
Se é o 2º caso, confirmou-se o presságio do Sr. Eng. António Meneses, expresso na carta que dirigiu ao Portal Minderico, quando, ironicamente, escrevia: « ...Estou certo que nas próximas Assembleias Gerais das várias colectividades da nossa terra, e são muitas, verei listas de sócios a “arregaçar as mangas” e candidatarem-se aos cargos directivos, com novos projectos...».
Por vezes, criticar é fácil, embora necessário, mas no "arregaçar as mangas" é que "a porca torce o rabo". Quem "lá está dentro", sabe das dificuldades e "trabalheira" que estas "coisas" dão.
O certo, é que qualquer umas das citadas colectividades está a "trabalhar bem", sendo (também) certo, que equipa que ganha não se mexe.
Acho, no entanto, que o surgimento de novas idéias e uma maior abertura das colectividades à opinião pública só terá benefícios para essas mesmas colectividades. Ser director não significa ser dono, mas, tão somente, um executivo mandatado pelos sócios.
Com toda esta conversa, quero dizer que, para não suceder o que sucedeu à lendária, e já extinta, Academia Recreativa Mindense (que viveu momentos épicos), as actuais colectividades têm de trabalhar em cooperação e não esquecer que pertencem a um "todo" que é Minde.
Aqui, os Mindericos têm um papel importante. Um certo rivalismo é saudável, mas é preciso "arregaçar as mangas", e... dar as mãos.

14 comentários:

Anónimo disse...

Se o Antonio Meneses fosse director da Academia Recreativa Mindense não terria encerrado :-)
Ainda estaria aí pujante de associativismo :-)

vmcs disse...

Maltinha Minderica

Bora lá ajudar o Hélder Manha e o Júlio Tavares a reabilitar o nosso Cruzeiro.

A coisa é mesmo a sério. Eles estão determinados.

Não é preciso mundos e fundos. Um pouquito de dinheiro a cada um e a "coisa" faz-se.

Bute lá!

Vítor

vmcs disse...

Poupem o Largo das Eiras! (Agostinho Nogueira - in Jornal de Minde)

Minderico, não queiras mais ser um rascunho. BASTA!

vmcs disse...

Poupem o Largo das Eiras! (Agostinho Nogueira - in Jornal de Minde)

Minderico, não queiras mais ser um rascunho. BASTA!

rap x disse...

PM

O texto está muito bonito e cheio de boas intenções. Será que oas ministros(a) da cultura do caorg pensam assim ?
Há 10 ou 15 anos atrás, andavam a pedir em Minde para isto e para aquilo. Agora, porque recebem umas massas do estado e andam de braço dado com a Câmara, já são donos de Minde. Quiseram açambarcar a Banda da SMM, querem os terrenos todos de Minde, têm viagens pagas pela Câmara à Madeira, etc.
E o que é que eles já fizeram por Minde e para Minde, para além de terem uma escola de música que os nossos filhos pagam para frequentarem? Até essa escola tem o nome de um homem que não queria nada com o CAORG.
Alguns chefões do CAORG não aguentam no cargo porque não aparece mais ninguém. Estão lá, cheios de arrogância, porque é um meio de se sentirem importantes, de preencherem as suas vidas e com a intenção de no futuro serem lembrados como os salvadores da pátria. Não considero o CAORG uma colectividade de Minde. É mais uma escola particular, financiada pelo estado, pela câmara e com serviços pagos pelos alunos.
Com cumprimentos

Rap X

100 DÓ disse...

Em parte o Rap X tem muita razão.

Mas eu ainda acrescento algo que nós temos reservas até de pensar:
Roque Gameiro não era minderico, era da Amadora e foi á Amadora que ele deixou o seu espólio. O homem nem sabia onde era Minde...
E agora pomo-nos todos em sentido quendo se fala em Roque Gameiro, só porque a familia quer dar um ar aristocrático ao nome...
O homem anda às voltas no túmulo...

vmcs disse...

Calma aí 100 dó!

Alfredo Roque Gameiro era Minderico.

"Nascido em Minde, Concelho de Porto de Mós, filho de Ana de Jesus e Manuel Roque Gameiro (...) vai para Lisboa muito jovem, com cerca de dez anos"

Pág. 19 do Livro Roque Gameiro - O Homem e a Obra, de Maria Lucília de Abreu.

Quanto aos restantes comentários não me pronuncio. Toda a gente sabe (quem lê o Portal Minderico) o que tenho escrito sobre a Direcção do CAORG.

Mas, de facto, um pouco de humildade, menos prepotência, menos elitismo, não fariam mal aos Senhores e Senhoras do CAORG.

Apesar do extraordinário trabalho que têm feito com as diversas valências da Instituição.

Vítor Manuel Coelho da Silva

pm disse...

Caro 100 Dó,
Você é um pouco radical, mas está equivocado. Tal como diz o VMCS, Roque Gameiro nasceu em Minde, e só depois de ter vivido em Lisboa, Leipzig, Praga e Avô (nas Beiras) é que, aos 34 anos, se estabeleceu na Amadora. Se quizer saber mais, procure o tema LINKS na coluna lateral deste blog e faça click sobre Pintor Roque Gameiro.
Quanto ao seu espólio, muito pertence a Minde, e algum até está exposto nas Caldas da Rainha.

Quanto ao Rap X (que me endereçou o seu comentário), não compartilho integralmente com a sua opinião, mas, como escrevi no texto, é preciso dar as mãos, e como diz o VMCS, deixarmo-nos de elitismos.
Minde deve ser a soma de um "todo" e não um conjunto de várias partes.
Um abraço,
PM

Chance man disse...

Realmente é verdade que Roque Gameiro nunca quis saber de Minde para nada.

As verdades são para ser ditas.

Se calhar,era porque os tempos eram outros... não havia net para ele estar em contacto permanente com a terrinha...

Terrinha essa, que não pode viver sob esse nome para sempre.

Já repararam que qualquer coisa que apareça em Minde,querem logo baptizá-la com o nome de Roque Gameiro?

Quantos nomes é que á para baptizar coisas em Minde? Já nem digo ruas, porque isso então...

Já não há pachorra!

O vosso,
Chance man

ps: Salgueiro Maia, casado com uma Minderica, tem alguma rua com o seu nome em minde?

vmcs disse...

Nunca quis saber de Minde para nada, e no entanto construiu cá a Casa Açores eheheheh

Tá-se mesmo a ver que o Mestre iria desenvolver muito a sua arte se ficasse em Minde no final do século XIX!!!

Quanto ao saudoso Salgueiro Maia foi homenageado pelos Mindericos sim. Passe pelo Bairro das Saramagas e veja como.

Quanto à pachorra, eu vou continuando a ter e muita para com o Mestre.

O livro que referi acima está sempre à mão na minha sala de estar.

Devia comprá-lo, para ver o que é ARTE, se é que se interessa por isso!

Ah! ... deixe-me fazer-lhe uma pergunta. As filhas do Mestre doaram a MINDE grande parte do espólio porquê?

Não gostavam de Minde?

Cumprimentos

Vítor Manuel Coelho da Silva

vmcs disse...

Esta é para o Mr. PM

Citação: "Aqui, os Mindericos têm um papel importante. Um certo rivalismo é saudável, mas é preciso "arregaçar as mangas", e... dar as mãos."

Caro PM, concordo. Mas por vezes também é preciso dar com os pés, e bem juntos, para depois se poder dar as mãos.

Topaste a coisa?

Vítor Manuel Coelho da Silva

CHANCE MAN disse...

Quando é que a elitista Maria Alzira aceita fazer um debate sobre a tentativa de ocupação de um terreno que é público?

CHANCE MAN

Chance man disse...

Caro PM,

o anterior comment não é da minha autoria, mas sim de alguém a utilizar o meu nick.

No entanto, tirando a parte "elitista", referindo-se a pessoa que não conheço pessoalmente, concordo com a ideia lançada.

Convide-se a presidente da direcção do CAOR e o da SMM para o debate a ocorrer na casa do povo. (esta é para VCMS).

Com cumprimentos,

Chance man

"injustiça" disse...

Acho um piadão certas criticas acerca das nossas colectividades,
posso não concordar com certas atitudes do CAORG, certas tomadas de posição, até o facto de ocuparem o largo das eiras (que sou totalmente contra), mas ouvir dizer mal das nossas colectividades por certos criticos, e não os ver a fazer nada, isso sim, da-me vontade de RIR.