16 julho 2006

Parque Natural Serra de Aire e Candeeiros



O Parque
Por vezes dou por mim a dizer e a escrever orgulhosamente que Minde está inserido num Parque Natural.
Depois fico a pensar : - Que parque é este que, para além do nome, na prática apenas está marcado nos mapas e tem um gabinete sede em Rio Maior, onde provavelmente estão instalados uns directores gerais a viver do orçamento e sem fazer népia.

No painel do “Pólo de Recepção” que foi construído em Minde há anos, e que continua desactivado, podemos informar-nos que :
- O PNSAC foi criado pelo D.L. 118/79 em 4 de Maio de 1979.
- Tem uma área de 39.900ha, com uma população em 91 de 32.400 habitantes que se distribui por 7 concelhos : Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas.
Podemos ainda ficar esclarecidos que o PNSAC é o mais importante repositório de formações calcárias em Portugal, com imensas grutas, algares e uma grande rede hidrográfica subterrânea. Integra o maior trilho do mundo, com 147m, de Pegadas dos Dinossáurios com 175 milhões de anos. E… mais não sei.
Mas com quase 30 anos de existência sei que o Parque Natural Serra de Aire e Candeeiros deveria ser muito mais do que aquilo é. Para além de umas tabuletas ”ranhosas” e uns parques de merendas, o que é que nós cidadãos (e turistas) vemos do PNSAC ?

Os Parques foram criados para serem estruturas que devem potenciar os seus recursos naturais em paralelo com o desenvolvimento integrado dos seus povoados. Criar e desenvolver rotas e circuitos, recuperar o artesanato, defender o património histórico e ambiental, promover o turismo, etc. etc.
Nós vemos isso? Nem um simples folheto.
Nem tampouco uma página na Internet. Nada.
Só em Portugal chamamos a isto Parque Natural, que para além das “Pegadas do Galinha”, pouco mais exibe. Um Parque que envolve sete concelhos devia ser muito mais… Mais !

Basta viajar um pouco pela Europa e visitar um ou dois Parques Ambientais, para se perceber que isto de Parque só tem o nome e o registo em alguns mapas.
Em França existem Parques espectaculares com imensas actividades para atrair turismo, e se visitar-mos Plitvicka-Jezera na Croácia veremos que não merecemos ostentar o título de Parque. Vejam a diferença:
http://www.np-plitvice.com



Dá que pensar... Nestes moldes nacionais, ponho até em causa a continuidade de gabinetes desta natureza, que devem ter custos generosos e pouco visíveis e compensatórios no território.

Ainda ontem o “Região de Leiria” noticiava:
«O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) não dispõe de equipas sazonais de vigilância e primeira intervenção aos fogos florestais. Isto apesar de o ano passado ter sido, depois do Parque Natural da Serra da Estrela, a área protegida onde arderam mais hectares. Vinte e quatro incêndios em 2005…. Ainda o ano passado, arderam no PNSAC 2.030,67 hectares na sequência dos fogos rurais. »

Pelo meio de tudo isto, o Parque vai esbanjando recursos a fazer obras (pois estas é que dão dinheiro e comissões) como o Posto de Minde que nunca funcionou, e até tem uma concepção arquitectónica simpática.
Afinal para que serve estarmos inseridos num Parque que não funciona? E as Câmaras Municipais não têm aqui qualquer voto na matéria ?

O Posto de Minde
Ao fim de tantos anos inactivo, parece que vai abrir as suas portas, através da iniciativa de cidadãos privados, que desenvolveram esforços junto da CMA e dos responsáveis.
Não tenho a certeza, mas julgo que se pretende conjugar o comércio de artesanato com a manutenção do posto de turismo. Se assim for, bem-haja e o melhor sucesso.
Aliás esta é a solução mais vulgar nos países da Europa, e um método muito utilizado para rentabilizar custos e recursos humanos.

Mas foi preciso alguém ver o abandono das instalações e lembrar-se de fazer algo. Não seria dever da CMA e do PNSAC ter promovido, há anos atrás e através de concurso público, uma proposta desta natureza ?
Claro que sim. São pagos para trabalharem mas estão todos “à sombra da bananeira”. Amanhã estão sujeitos a ouvirem alguma boca foleira do tipo “- E o concurso ?”

Se a curto prazo, não fôr adoptada uma solução idêntica para o Net Center de Minde, vão ver qual o seu destino. Pode ser que me engane, mas “no lo creio”.

8 comentários:

leonilde.madeira disse...

E foi preciso que fosse a Maria, catalã nascida e em Minde vivendo por amor, para a "coisa" ter alguma "movida"!

pm disse...

São visões mais Ibéricas.
Parabéns Maria, e o melhor sucesso !!

krasiva disse...

nao sei quem é a maria mas tb dou ja aqui os parabens. acho k a população de minde anda meio a dormir, esta anestesiada ou se calahr está mesmo em coma,...ainda nao sei bem. É claro os dirigentes politicos têm as suas responsabilidades, mas as pessoas tb se podem e devem mexer. espero k minde acorde breve.

Anónimo disse...

Parabéns MARIA, faço votos de muito sucesso e espero que seja bem popular e não fique presunçosa como algumas pessoas quando fazem algo de valor.

Os melhores artistas sempre foram humildes, os melhores lideres mundiais também.

Americo

Anónimo disse...

Parabéns à Maria e a quem certamente a ajudou e apoiou.

Esperemos que também vnha uma referência a esta obra o Jornal de Minde, porque nós gostamos sempre de saber estas coisas.

Para quem não a conhece, talvez conheça o marido. É o João Paulo Achega, imão do Carlos Fernandes Achega.

A sociedade civil de Minde ainda mexe!

Tenório II

Anónimo disse...

Talvez a Maria espicaçe o cunhado Carlinhos menino de ouro e o faça reinvidicar mais junto da camara em vez de andar sempre a tentar dar cobertura ao Azevedo.
Ser presidente da assembleia de freguesia deve ter algum poder pois de contrario ele anda a fazer o quê na politica? Ou será que anda só a cuidar que o PDM não lixe a familia dos Coelhos?

Anónimo disse...

ERA PARA ESCREVER SOBRE O PNSAC, NÃO?
ENTÃO IMAGINEM QUE O DITO PNSAC DESCOBRE QUE NO LUGAR ONDE ESTÃO PARA NASCER AS SEDES DO C.A.O.R.G. E S.M.M., EXISTEM 2 ÁRVORES.
UMA NOGUEIRA E UMA NESPEIREIRA, ESPECIES, PARA ELES, EM VIAS DE EXTINÇÃO.
LÁ ESTÁ O AZEVEDO LIXADO.

gAz disse...

uma nespeireira é uma nespereira enxertada com pereiras ou quê?
Não percebo
Um abraço