04 outubro 2006

Obras Públicas em Minde

Não, não vou “pisar” mais nas célebres obras do Plano de Reconversão Urbana de Minde, não vou falar do Largo das Eiras, nem da Casa Açores.
O que me leva a escrever hoje estas linhas é o artigo publicado no Portal Minderico com o título de “Um ano após eleições”, assinado pelo Sr. Moisés Morgado.

Nesse artigo, o autor manifesta o seu desagrado pela actual gestão da CMA e desabafa, «…escrever algo de louvor ou incentivo para o futuro, no que diz respeito á nossa Câmara e Junta de Freguesia é extremamente difícil. Ninguém conhece as suas ideias no presente.».
Depois, acrescenta «Mas sempre vão fazendo, ou mandando fazer alguma coisa . Não é nada que interesse à população na generalidade, mas interessa-lhes a ELES.», exemplificando com as últimas obras públicas levadas a efeito em Minde : o calcetamento (empedramento) dos passeios junto à porta do presidente da JFM e o arranjo da estrada junto da nova vivenda do vereador de Minde na CMA.

Estou inteiramente de acordo. São poucos os actos, de que nos possamos orgulhar, empreendidos pelos gestores da CMA. Passado um ano deste mandato, a sua acção tem sido quase nula, e não se vislumbra qualquer idéia ou projecto para o futuro. É um vazio total de planeamento que nos deixa a todos perplexos.

O Sr. Moisés invoca ainda a deficiente construção dos referidos passeios, e o desnecessário arranjo, da outra citada rua, que nem sequer tem saída, e apenas tem dois moradores.
Segundo ele, a prioridade devia ir para a Av. das Cabecinhas, também designada Rua José Silva, que pode servir de circunvalação a Minde, e que está aberta e sem pavimento há anos.

Mais uma vez, concordo plenamente. Essa rua merecia ser alvo de um arranjo cuidado e urgente, pois é um excelente complemento à circulação rodoviária em Minde.
Mas, como não mora nenhum autarca nesta rua, e como não existe qualquer estratégia de planeamento e desenvolvimento urbano para Minde, nenhum dos Srs. Autarcas olha para o que devia olhar. Este é só mais um exemplo da política do “umbigo” que esta gestão azevedista nos vai impingindo.

O autor do texto remata : «Um ano após eleições, nem sequer podemos dizer que não cumprem o prometido. Lembram-se que a lista dos –ICAS – sempre se furtaram ao dialogo com a população , nunca explicaram claramente ao que vinham. Agora, um ano depois começamos o entender

Dá que pensar. Eu recordaria ainda o famoso slogan ICA que levou esta aglutinação de políticos sem política ao poder absoluto: “ Fizemos muito, iremos fazer ainda muito mais”.
Pergunto:
O Quê? Mais um carro novo para o presidente? Mais empregos desnecessários para os “boys” do partido? Mais “facilidades e favorecimento” ao núcleo de amigos e familiares? Mais vereadores a tempo (ordenado) inteiro? Mais obras de contexto e qualidade duvidosa? Mais endividamento do Concelho? Mais “merdex”? Mais…



Artigo original publicado em :
http://www.minderico.com/minderico/artigo.asp?cod_artigo=175434

6 comentários:

Anónimo disse...

Nem sempre concordo com o que escreve o Moisés mas, desta vez, ele tem carradas de razão. Porquê certas obras, estrategicamente escolhidas, em detrimento de obras noutras ruas há muito abertas e sem qualquer intervenção?
Porque pagamos as mais altas taxas de imposto sobre a propriedade?
Porque continuamos a sustentar um Presidente, 3 vereadores a tempo inteiro e um assessor (ex vereador)?
Porquê?
Porquê tantas mordomias ao presidente e aos vereadores?
Quanto gastarão estes senhores em telemóvel, em gasolina e em despesas de representação?
Alguém me pode informar?
Como é que um Concelho, com pouco mais de 12.000 eleitores, pode suportar isto?
Porquê a falta de diálogo?
Alguém, para além daquelas 4 cabeças iluminadas, sabe o que planeiam de estratégico para o Concelho?
Eu posso compreender muita coisa; só não compreendo a falta de seriedade, o autismo e o desprezo com que se tratam as populações!
E o mais grave e triste nesta história é que só muito poucos levantam a voz e ousam criticar!
É uma vergonha!

Ela disse...

Bom filme. Excelente música...

Tenório disse...

OS MELHORES PORTUGUESES E OS MELHORES MINDERICOS DE SEMPRE

Está em andamento um programa da RTP que visa definir O MELHOR PORTUGUÊS DE SEMPRE. Estas iniciativas e classificações, para além de obviamente injustas e subjectivas, serão amplamente discutidas. Mas não deixam de ser super-interessantes, quanto mais não seja por colocarem os portugueses a discutir um pouco da sua história.

E, claro, há nomes que estarão acima de discussões, como D. Afonso Henriques, D. Manuel I, D. João II, Luís de Camões, o Infante D. Henrique, Vasco da Gama, Amália, Eusébio, Egas Moniz, Nuno Álvares Pereira, Afonso de Albuquerque, Carlos Lopes, Mário Soares, entre muitos outros.

Para ver uma lista de sugestões e para votar (a lista tem algumas falhas, como o Prof. A. de Oliveira Salazar, o Conde D. Henrique, Viriato, Cristóvão Colombo, etc.), vá a:

www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/index.php

Até podemos lançar aqui um repto a todos os ‘xarales’, para colocarem aqui os 5 portugueses que consideram os maiores de sempre.

Por curiosidade, se seleccionássemos os MAIORES MINDERICOS DE SEMPRE, quem é que seria seleccionado?

Claro que a nossas memórias não vão mais além que, no máximo, 1900, mas seria sempre um exercício interessante. Também me parece que há aqui alguns nomes indiscutíveis, como A. Roque Gameiro. E também os há aqueles que, por várias razões, teriam tudo para se seleccionarem para serem, talvez não os maiores Mindericos de sempre, mas para serem GRANDES MINDERICOS. Mas esses Mindericos insistem em serem apenas grandes (…) para os amigalhaços, para quem lhes fez favores ou apenas para si…

Ou será será que iria ser como no nome das ruas de Minde, 'à vontade do freguês' ou a pedido de alguns e sem conhecimento da população...?

Ficam aqui os reptos.

Cumprimentos, Tenório

Anónimo disse...

O conceiro de maior Minderico tem que se lhe diga.
Acham que Roque Gameiro foi um grande Minderico ou, antes, foi um Minderico ilustre?
É, que eu saiba, ele nunca fez nada pela nossa Terra e, parece-me, que até a desdenhava; achava que ser de Minde o deslustrava.
Será?

Anónimo disse...

Sim, tem razão, é mais um minderico ilustre, que no entanto no fim da vida deixou o seu espólio artístico a Minde.

Quanto às escolhas, sem dúvida que D. Afonso henriques.

Luisão

Anónimo disse...

Quem deixou o espólio foi a familia.
O D. Afonso Henriques nem devia ter existido.
Era bom que na altura a lei sobre a IVG estivesse já aprovada.
Ou então que se pudesse ir a Castela fazer um abortozito!